quinta-feira, 21 de maio de 2015

A Estação dos sonhos




O trem que chega e que sai 
levando a força de trabalho, 
os desejos e esperanças de uma população 
que luta pela vida, 
que pulsa a existência bem dita. 
Canta a tristeza e alegria no repente da estação de Caxias. 
Parada dos sonhos daqueles que vinham tentar fazer a vida, 
fugir da fome e das agruras dos sertões do Brasil.

Eduardo Prates

Em 20/05/2015 - Estação de Trem Duque de Caxias


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Matéria da Prova A1 (Ciência Política)


UNISUAM - MATÉRIA DA PROVA A1

 (CIÊNCIA POLÍTICA)



Matéria da Prova Teoria Política A 1
Caros Alunos,
Importante lembrar que todo o conteúdo das aulas estava disponibilizado no ambiente do aluno desde o início das aulas. Lá estão apostilas, textos, vídeos e informações extras de tudo que foi falado em sala de aula. A matéria de Prova é aquela que expliquei durante as aulas. Embora na prova possa cair qualquer dos tópicos elencados abaixo, os que estão em negritos se destacam como muito relevante.

Tópicos da Prova
Política, Teoria e Ciência Política

Relação da Ciência Política com outros campos de conhecimento
Administração, Direito, Comunicação, Serviço Social, Economia, Contabilidade, História, Pedagogia, Psicologia, Filosofia e Sociologia.

Quando um fato ou fenômeno é político

Poder, Poder Político, Poder Potencial e Poder de Fato
Aspectos destas formas do poder no Cotidiano.
Características do poder:
Autoridade, Legalidade, Legitimidade e Fim (estas características estão associadas aos aspectos ligados a política governamental e partidária, a familiar, administrativa e empresarial)  

Pólis Grega: A cidadania dos antigos e as formas de governo.

A justiça em Platão e Aristóteles
Formas de governo em Platão e Aristóteles
A cidade ideal (unidade) X Heterogeneidade
O pensamento político medieval
Antiguidade Clássica, Idade Média e Renascimento

Nicolau Maquiavel e a razão da política e da cidadania moderna

As características do governante
Contratualistas (jusnaturalismo)

O Estado moderno e os fundamentos do contrato social

Thomas Hobbes: Estado de Natureza, Contrato Social e o Poder do Estado
Violência, Medo, Milícias e Disputado do Poder na ausência do Estado

John Locke: Liberalismo Político e Sociedade Civil
Direitos inalienáveis (vida, propriedade e liberdade): princípios da cidadania liberal e contemporânea;


Barão de Montesquieu
O Espírito das Leis – Significado, abrangência e relação histórica
A relação entre as Leis e os Governos
Teoria das Liberdades Políticas
A influência da Teoria do Equilíbrio de Poderes sobre a formação dos Estados contemporâneos

J. J. Rousseau: Estado de Natureza e contrato social
Crítica ao Estado Burguês
Cidadania Participativa e a vontade geral


Bibliografia

Apostila disponibilizada no ambiente do aluno;
Os Clássicos da Política - Col. Fundamentos - Vol. 1-Weffort, Francisco Correia;

Vídeos sobre os temas e autores disponibilizados no ambiente do aluno. 



segunda-feira, 20 de abril de 2015

Criatividade sobre os pés

Em minhas experiências como professor da disciplina de Empreendedorismo Social vi e acompanhei muitos projetos bacanas, que, com inteligência e dedicação, conseguiram transformar a vida de muitas pessoas.
Sempre falo para meus alunos que o Estado não pode ser substituído por Ongs ou Empresas de interesses privados naquelas funções e ações que são de interesse coletivo, público, mas que há um espaço de trabalho entre a sociedade civil e o Estado que deve ser reconfigurado, sem prejuízo da República. 
Em muitos dos trabalhos que tive que avaliar ou fazer algum tipo de consultoria, notei que as ideias simples, criativas e com compromissos resultavam em impactos mais marcantes que os projetos mirabolantes, cheio de falas e com objetivos excessivamente integradores. Em diversas situações conseguia enxergar a perfumaria daquilo que não iria funcionar e, também, as gratas surpresas que me fazia pensar: “se tão simples, porque não pensei antes”.

Hoje chamo atenção para um destes projetos. O cara pensou em algo simples e funcional, um chinelo que cresce.
Fui menino em Belford Roxo e quando garoto corria e pulava para todos os lados. Descia a barreira em papelão e jogava bola no morrinho. Tomava topadas a três por quatro e sabia a importância de uma sandália, chinelo no pé.
O pisante tinha que durar anos. E quando não durava ou perdíamos, os pés sofriam muito. Lembro da minha mãe fazendo curativos nos pedaços de dedos pendurados, espinhos na sola grossa e rachada dos meus pés e muitas vezes eu andando sem encaixar o solado por inteiro no chão. O mais engraçado é que naquele tempo, mesmo sendo muito pobre, eu e meus amigos, só não queríamos usar Havaianas e sandálias franciscanas, porque nos encarnariam de paraíbas. Ali, no Mata Moleque, era a capacidade de ser forte e aguentar as brincadeiras violentas e a chacota pública que forjava nosso espírito de sobrevivência. Eu com minhas raízes nordestinas e mineiras, mal sabia o quanto hoje orgulharia-me do paraíba-pernambucano-mineiro-carioca da baixada que há em mim.

Eduardo Prates

Estão aí as sandálias que crescem em tamanho e esperança.





Todo mundo sabe que ser pai é uma bênção, mas que é preciso ter algum dinheiro de parte, já que implica custos elevados com roupas, sapatos, brinquedos e tudo o que uma criança precisa. E, no quesito roupa e sapatos, o problema é ainda maior nos primeiros anos de vida, onde tudo precisa ser trocado com frequência, já que as crianças estão em fase de crescimento e desenvolvimento rápido. Por isso, a organização sem fins lucrativos Because International criou “The Shoe That Grows” (“O Sapato que Cresce”, em português), um calçado que pode ser ajustado para aumentar o tamanho, com o objetivo de ajudar pessoas carentes que não possuem condições de comprar novos sapatos a cada centímetro a mais nos pés.
A ideia surgiu quando o fundador e diretor executivo Kenton Lee estava morando e trabalhando em Nairobi, no Quênia, em 2007. Um dia, enquanto caminhava para a igreja, notou que havia uma menina com sapatos pequenos para seus pés. “Não seria ótimo se houvesse um sapato que fosse possível ajustar e aumentar?”, pensou ele.
Assim começou o trabalho de criação desse sapato inovador, que se ajusta e se expande. O calçado foi desenvolvido pela empresa Proof of Concept Noroeste e vem em dois tamanhos: pequeno ou grande. Por meio de fechos, os sapatos aumentam até 5 tamanhos acima e duram pelo menos 5 anos. Assim, crianças carentes não ficarão mais descalças ou com os pés apertados dentro dos calçados.

http://www.hypeness.com.br/2015/04/homem-cria-sapatos-que-crescem-ate-5-tamanhos/



sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Ideias para transformar o presente


Está é mais uma das iniciativas para a construção de cidades mais justas, democráticas e dispostas a enfrentar os inúmeros problemas sociais e econômicos que marcam o território metropolitano. Da Zona Oeste do Rio de Janeiro, passando por Santa Cruz, Campo Grande, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo e Duque de Caxias na Baixada Fluminense, até o outro lado da Baia de Guanabara, com São Gonçalo e Itaboraí, a Região Metropolitana vivencia problemas comuns de dificuldade de acesso a água e ao esgoto, de especulação imobiliária até grupos de extermínio, milícias e tráfico de drogas, de faltas de políticas públicas para o incentivo as manifestações culturais. O cenário das administrações locais é marcado muito mais pelo cerceamento e conservadorismo, quanto à participação da sociedade na gestão dos problemas da cidade, do que em práticas que estimulem o acesso democrático a cidade.

O massacre imposto aos milhões de usuários de um sistema de transporte caótico, caro e concentrado nas mãos de apenas um grupo empresarial, e que se articula aos poderes públicos de forma obscura, e que é beneficiado por pouco controle da qualidade de serviços, dos preços das tarifas, da pontualidade nos horários, do número de veículos de transporte.


O adensamento populacional tem consolidado ainda mais problemas de infraestrutura urbana e de prestação de serviços essenciais a dignidade e a cidadania, tais como a saúde, a educação, a assistência e ao lazer.
A região não consegue integrar suas políticas públicas e perceber que os problemas são maiores que cada município e que precisam de articulação das ações no que toca, por exemplo, a falta de leitos para atendimento à saúde pública. São poucos os postos de saúde, hospitais municipais, clínicas especializadas e programas de saúde preventiva. 
O mesmo ocorre com a Educação. No entanto, nesta área, em função de não ter uma visibilidade impactante como a do sangue jorrando de uma cabeça, de um bebê nascendo na porta da maternidade, de trabalhadores se acotovelando para entrar em um ônibus,... é no ensino, ou na falta dele, que estes problemas estão se adensando mais e comprometendo gerações de cidadãos que amargam índices de desempenho em avaliações do IDEB e nos relatórios do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PIZA) os piores rendimentos do mundo. A baixíssima qualificação de nossos estudantes de ensino fundamental e médio compromete diretamente sua cidadania, pois não conseguem se inserir no mercado e galgar postos de trabalho com maior nível de formação e melhor remuneração.

Como fruto deste cenário, cresce o número de indivíduos, grupos, coletivos, fóruns, sociedades, instituições que se mobilizam para a construção de novas arenas públicas de decisão sobre as cidades e a região metropolitana.
Em pauta está: o debate sobre os planos diretores, o orçamento público, a representação política, o autoritarismo e conservadorismo das máquinas públicas e gestores locais frente aos avanços e exigências de novas regras federais quanto às questões sobre: cultura, conselhos, participação política, controle social, publicização da coisa pública e fortalecimento dos espaços de exercício da democracia.
As cidades e a Região Metropolitana devem ser pensadas e reivindicadas por todos aqueles que transformam seus problemas em soluções coletivas para o presente. Neste território, o Futuro e os Direitos devem ser conquistas do agora!  


Eduardo Prates





Casa Fluminense

O 3º Fórum Rio está chegando! O encontro acontece no Centro de Formação de Líderes em Nova Iguaçu, no dia 29/11, de 10h às 16h, e traz para discussão políticas públicas em segurança, mobilidade, Baía de Guanabara, cultura e gestão metropolitana.

Mais de trinta instituições da sociedade civil fluminense co-realizam o evento, desenhado pela Casa Fluminense como um espaço voltado para visibilizar lutas e estimular articulações entre os vários grupos que atuam para ampliar a democracia, enfrentar as desigualdades e estimular o desenvolvimento sustentável no estado do Rio de Janeiro. Confira a programação completa e inscreva-se: http://casafluminense.org.br/3forumrio/



terça-feira, 25 de novembro de 2014

A música traduz a força de um povo


Acabaram-se as eleições e a sociedade brasileira deu uma demonstração que está disposta a mudar. Cobrou de que quem está no governo e da oposição. Mostrou nos votos quer continuidade das políticas sociais, mas quer, também, punição aos atos de corrupção, acesso as informações e crescimento econômico com justiça social. Muito será mudado no Brasil e todas as transformações deverão passar por este processo de aprendizagem que é a presença da sociedade nas arenas de decisão. Não se constrói uma nação livre, autônoma e consciente sem o constante exercício de participação nas disputas pelo poder. Eleições livres para diretores de
escolas, Orçamento Participativo, plebiscitos e consultas populares são práticas que educam uma população e promovem o controle social da coisa pública. Transforam um país em uma República.


O clima eleitoral confundiu muitas cabeças que não perceberam o que estava por trás das propostas e projetos dos partidos e candidatos. E este fato expôs uma ferida de nossa sociedade. Esta eleição trouxe à tona, mais uma vez, um dos aspectos mais constrangedores e complexo da hegemonia do capital e da intolerância daqueles que, durante quinhentos anos, estiveram no poder sujeitando com preconceito e escárnio homens e mulheres que deram suor, força, esperança, criatividade, amor, cultura, inteligência, história, sangue, tradições e fé a esta nação: o povo brasileiro.
video
Com uma linda música, em resposta ao preconceito, veio de Minas Gerais, mais uma vez, na voz e de autoria de Vander Lee, os votos para mudar o Brasil. 

Eduardo Prates


https://www.youtube.com/watch?v=oe5ElJcnMyU

quinta-feira, 13 de novembro de 2014



Obrigado Leandro Konder!!!

Foi no colar do movimento estudantil no final dos anos oitenta que caiu sobre as minhas mãos o primeiro livro que li do Leandro Konder: Marx: Vida e Obra. Era um garoto de 14 para 15 anos que trabalhava no centro do Rio como aprendiz de Lapidário. Era, também, um dos integrantes do Grêmio do Impacto (atual Alfa) e fazia curso de Teatro no Procópio Ferreira (Teatro da Câmara em Duque de Caxias) e carregava um entusiasmo impressionante em meus pés que levavam-me pelos longos andadões. Quando somos garotos acho que a coragem e a memória são carregadas nos pés. Anos de muitas descobertas.  Nas horas extenuantes que passava dentro dos coletivos que me levavam de Belford Roxo a Central do Brasil aproveitava para ler tudo que podia e me emprestavam. Lembro-me que quando comecei a ler Marx: Vida e Obra, do Leandro Konder, me sentia o maior especialista em Marx que poderia existir e com todas as dificuldades de oratória que tinha, saia tentando explicar as ideias do pensador alemão. A leveza, e ao mesmo tempo a instigadora forma de seduzir o leitor incauto, que o Leandro Konder tinha usado naquele espécie de manual para iniciantes havia provocado uma curiosidade tamanha naquele menino-homem que trabalhava para pagar os estudos e ir ao cinema. Logo após terminada a leitura, dei uma sequência aleatória que me fez mergulhar no Manifesto do Partido Comunista, A história das tendências no Brasil, Brasil Nunca Mais, as biografias de Lênin, Trotsky e Rosa Luxemburgo; 1968, do Zuanir Ventura e algumas obras de Bakunin e Mayakovski. No correr da agenda política daquele período, em minha mente formava-se uma tempestade de ideias, ideologias e atitudes em relação ao mundo que me conduziam a uma compreensão dialética da realidade contraditória na qual estava mergulhado: a pujança da violência, as fraternais e miseráveis espécies humanas que me empurravam ao penhasco da vida, a criativa força de sobrevivência dos amigos que se amotinava em trincheiras revolucionárias de pequenas conquistas, a multidão que espremida em blocos são vividos zumbis que reproduziam o capital e eternizam sonhos nos ir e vir dos trens e ônibus que deixavam a Baixada Fluminense em direção a Leopoldina, Central do Brasil e a Praça Mauá. Diariamente me deparava com uma realidade material dispare entre os morros do meu bairro “Mata muleque”, em Belford Roxo e a Rio Branco dos Edifícios. Percebia que o capital ou a falta de divisão dele dilacera vidas. Tenho sulcos em minha mente abertos pelo arado dos livros que li entre os anos de 1988 e 1989. Deixaram trilhas expostas que continuam a sangrar por uma sociedade igualitária, consciente e emancipadora do homem. Obrigado Leandro Konder!
https://www.facebook.com/chicoalencar/photos/a.220261591409433.36789.184693888299537/582269411875314/?type=1